terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Afinal o TGV ainda mexe...e possivelmente a TTT

Aqui está uma notícia do Sol que diz que afinal a alta velocidade Lisboa - Madrid vai avançar entre 2014 e 2020. Como será a TTT associada a isto?

"A ligação de alta velocidade entre as capitais portuguesa e espanhola vai mesmo avançar, depois de o Governo ter chegado a acordo com Bruxelas sobre o financiamento da obra, que deverá avançar entre 2014 e 2020, avança a TVI.
Em declarações à estação televisiva, Vítor Gaspar disse que «a reformulação do anterior projecto Lisboa-Madrid (...) foi negociada com Bruxelas, tendo merecido a concordância por parte da Comissão Europeia».
Recorde-se que o projecto do Governo de Sócrates que foi chumbado pelo Tribunal de Contas tinha190 milhões de euros de fundos comunitários, comparticipação esta que, segundo o Ministro das Finanças à TVI, deverá ser mais alta. Vítor Gaspar garante que essa comparticipação vai subir: «O Governo (…) conseguiu aumentar de forma significativa as taxas efectivas de comparticipação comunitária para os 85%, face aos atuais 25%».
Como explica a TVI, o adiamento do projecto levou entretanto ao desvio de 375 milhões de euros de fundos para outros sectores.
Sobre o financiamento dentro de Portugal, a Parpública tomou a posição do consórcio Elos, liderado pela Brisa e Soares da Costa, assumindo assim um empréstimo de 600 milhões de euros junto de um sindicato bancário composto pelo Santander, BCP, BES e Caixa Geral de Depósitos."


segunda-feira, 16 de julho de 2012

Amanhã abre a linha de metro para o Aeroporto

Uma boa notícia - amanhã, dia 17 de Julho, abre a linha de Metro para o aeroporto, com 3 novas estações: Moscavide, Encarnação e Aeroporto. A nova linha, com cerca de 3,3 km, permitirá colocar o centro da cidade (Saldanha) a 16 minutos do Saldanha.
Informação completa no site do Metropolitano de Lisboa.
Lembrei-me agora de um parecer que o GEOTA emitiu já lá vão nem sei quantos anos, quando fomos consultados pela empresa que ia fazer o estudo de impacte ambiental deste prolongamento. Na altura sugerimos que este prolongamento fosse aproveitado para melhor servir os Olivais Sul, inflectindo o traçado da Encarnação em direcção à Av. de Berlim e fazendo uma estação algures na Av. de Berlim. A verdade é que os Olivais Sul só são servidos de metro numa ponta, junto ao centro comercial. Um bairro como os Olivais, com mais de 50 mil habitantes, merecia uma rede mais densa.
Mas enfim, esta inauguração são na mesma boas notícias! Agora - que circule cheio e seja útil a desviar passageiros do transporte individual para o colectivo.


domingo, 3 de junho de 2012

Metro para o Aeroporto quase pronto

Ouvi dizer (embora não tenha consiga a confirmação no site do Metropolitano de Lisboa) que a linha de metro para o Aeroporto está quase a ser inaugurado. Uma boa notícia. Se ainda não conhece a linha, visita a página do Metro.


sexta-feira, 23 de março de 2012

Alta velocidade abandonada - é oficial

O Governo anunciou:

"O projecto de alta velocidade ferroviária está «definitivamente abandonado», refere o Ministério da Economia e do Emprego em nota, na sequência da decisão do Tribunal de Contas «de recusar a atribuição de visto ao contrato de concessão do projecto de Alta Velocidade celebrado pelo anterior governo. Segundo o Tribunal de Contas, foram detectadas, entre outros vícios, cláusulas ilegais, irregularidades no contrato de concessão e no procedimento de adjudicação do projecto».
A decisão do Tribunal de Contas «vem, na perspectiva do Governo, encerrar a polémica em torno do projecto do TGV», e o Governo «vai agora analisar com pormenor os termos do acórdão do Tribunal de Contas tendo em vista as suas consequências jurídicas e económicas de modo a defender o interesse público e os contribuintes portugueses».
Em matéria de redes ferroviárias transeuropeias a prioridade do Governo «está relacionada com as ligações de transporte de mercadorias em bitola europeia, a partir de Sines e de Aveiro, de modo a reforçar as condições para o aumento da competitividade das exportações portuguesas», como consta do seu programa. Nesta medida, «a possibilidade de no futuro explorar estas ligações, que dispensam a alta velocidade, a Espanha e a França continuarão a merecer o trabalho do governo português junto destes países e das instâncias europeias», refere ainda a nota."

Já agora, não mandem o bebé com a água do banho. A questão da bitola europeia é importante!

quinta-feira, 1 de março de 2012

Uma síntese do que muda nos transportes colectivos

O que muda nos transportes, de acordo com informação do Sol. Não me vou aqui repetir sobre a estratégia do Governo, mas tenho a certeza que o plano que li não justifica estas opções.

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Os utilizadores dos transportes públicos portugueses vão, cada vez mais, ter de esperar mais tempo na paragem, andar mais para lá chegar, efectuar mais transbordos e ainda pagar tarifas mais caras. Este é o preço a pagar pela sustentabilidade operacional das empresas do sector, defendem os operadores públicos e o Governo.
Com o objectivo de equilibrar as contas das empresas públicas de transporte, o Executivo aprovou um documento orientador, não revelado oficialmente, no final do ano passado, que exige às companhias, a eliminação de viagens e reduções nas frequências (ver infografia). A estas medidas somam-se aumentos médios nos preços de 15%, em Agosto, e de 5% em Fevereiro.
Apesar de tudo, os utilizadores podem respirar de alívio. Vários dos cortes que chegaram a ser anunciados na imprensa, não vão, afinal, avançar, segundo as informações prestadas pelas empresas ao SOL. Medidas como o encerramento do Metro de Lisboa às 23 horas ou o fim do serviço nocturno da Carris foram abandonadas.
Mas uma maior «racionalização da oferta» não está colocada de parte nos próximos meses, segundo as empresas contactadas.
Lisboetas mais afectados
As reformas afectam os cidadãos de Norte a Sul, mas os mais prejudicados serão os de Lisboa, devido às alterações do Metro de Lisboa, da Transtejo e da Carris.
A operadora de autocarros e eléctricos da capital, a mais utilizada no país, vai extinguir quatro carreiras (10, 203, 777 e 790) e alterar o traçado e os horários de mais 23, no dia 3 de Março. Quem utiliza os serviços da Carris, à noite e aos fins-de-semana, vai também sentir a diferença, pois a empresa dirigida por Silva Rodrigues irá acabar com o serviço de cinco carreiras nocturnas e reduzir fortemente a operação fora dos dias úteis.
Já o Metro de Lisboa vai 'encolher'. À noite e aos fins-de-semana os comboios serão compostos por apenas três carruagens, mantendo-se as seis durante o horário diurno nos dias úteis.
Apesar de mais pequenos, os comboios vão demorar mais tempo a chegar. Se as frequências durante os períodos de ponta se mantêm estáveis, já durante o resto do dia os utentes terão de esperar com mais paciência. Especialmente, à noite: o tempo médio de espera aumentará de um minuto e 30 segundos para 10m15. Na linha verde, a mais afectada, a espera passará de 9m30 para 11m40.
Na Transtejo  já entrou em vigor um corte radical na oferta: são menos 139 frequências semanais, com os trajectos de fim-de-semana a serem os mais afectados. As ligações Cais do Sodré – Cacilhas acabam 50 minutos mais cedo, à 1h40, e Terreiro do Paço – Barreiro terminam 30 minutos antes, às 2 horas. Os barcos também vão encolher e serão mais lentos nas viagens que realizam. Em comunicado, o presidente da empresa «lamenta o transtorno causado aos passageiros».
CP altera Lisboa, mas com Porto à espera
A região de Lisboa também foi a mais afectada pelo corte da oferta da CP – Comboios de Portugal, pois as principais alterações até agora efectuadas nas linhas suburbanas foram realizadas na Grande Lisboa. Para já, a região do Porto escapa a alterações profundas, mas não estão descartados ajustes na oferta das linhas com menor procura.
A STCP já suprimiu quatro linhas, em 2011, e começou esta semana a efectuar as revisões dos horários dos seus autocarros. A empresa está «a preparar a implementação de medidas de racionalização da oferta» e «manterá as habituais revisões de percursos».
Livre destas alterações está o Metro do Porto, pois a operação está concessionada à Via Porto. Mudar o contrato custaria mais do que a poupança gerada, devido a indemnizações a serem pagas ao consórcio liderado pela Barraqueiro. Apenas em 2014 se farão as reformas
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Parecer da AML sobre o Plano Estratégico dos Transportes


"Neste contexto, a Comissão Permanente de Transportes e Mobilidade propõe à Assembleia Metropolitana de Lisboa reunida em sessão extraordinária em 27 de Janeiro de 2012 recomendar ao Governo que repondere a concretização das medidas que sugerem a continuação da degradação da oferta de transportes públicos, única forma de não perderem a atractividade e sustentabilidade, bem como não concretize os novos aumentos anunciados."

Parecer completo aqui.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Transportes públicos aumentam 5% (em média)


"Os preços dos transportes públicos vão subir em média uns cinco por cento. A indicação foi deixada pelo secretário de Estado dos Transportes, que adiantou ainda que o "Navegante", novo passe único criado pelo Governo para Lisboa, terá um custo de 35 euros. É um título que serve para andar no metro, autocarro e comboio, substituindo o atual passe."

Notícia completa no site da RTP.

A notícia de um passe em Lisboa mais intermodal é boa!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Mais um ano se passou


Em 2011 a 3ª travessia do Tejo em Lisboa parece ter ficado adiada sem prazo e, consequentemente, o seu tabuleiro rodoviário. Diria que a crise foi uma grande ajuda para evitar o disparate do tabuleiro rodoviário.
E agora? Agora parece-me que devemos continuar atentos. Eu por mim vou continuar.
E o blog? A oposição que tenho ao tabuleiro rodoviário prendia-se essencialmente com questões de mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa (AML). Tratava-se de uma aposta no “tabuleiro” errado, ou seja, há outros modos mais eficientes para melhorar a mobilidade na AML. Logo, o tema da mobilidade sempre aqui esteve presente e, naturalmente, os transportes colectivos. Ora num momento em que tanto se mexe nesse sector, parece-me fazer sentido que este blog acompanhe.
Por isso, não se fecha para balanço…quanto muito, abre-se!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Contributo do GEOTA para o Plano Estratégico dos Transportes

"Conclusão:
O PET tem algumas ideias com as quais concordamos. No entanto, trata-se de um documento com falta de visão integrada e aprofundada, tendo um carácter pouco estratégico.
O GEOTA manifesta-se contra medidas de racionamento dos transportes públicos colectivos, sendo antes a favor de medidas que melhorem a eficiência dos transportes. No entanto, a pouco profundidade do plano não permite justificar medidas como as que têm vindo a ser anunciadas pela comunicação social."
Contributo completo na página do GEOTA.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A carreira 79, nos Olivais

No âmbito da muito badalada reestruturação da rede da Carris, fiquei a saber que a carreira 79 vai ser suprimida. Já há até manifestações contra.


A carreira 79 faz a circulação interna no bairro dos Olivais, passando pelos Olivais Sul, Norte e Encarnação. Passa pelo centro comercial, pelo centro de saúde, pelo cemitério, finanças,  algumas escolas e igrejas.

Vivi e cresci nos Olivais, bairro que, apesar de já lá não viver, continuo a considerar também o meu bairro. Penso que é um dos melhores bairros de Lisboa. No entanto, um dos seus defeitos são os diversos serviços estarem afastados, faltando também  comércio de rua (em especial no Olivais Sul, pensados na lógica do Centro Cívico só concretizado como centro comercial no meio dos anos 90).



Em termos de transportes, o bairro é servido por diversos autocarros que passam em 5 ou 6 sítios (Quinta das Teresinhas, Bombeiros da Encarnação, Cabo Ruivo, Estação do Oriente, etc.) , metropolitano (numa das pontas do bairro) e comboio (na Estação do Oriente). Parece muito, mas não é assim tanto se pensarmos que se trata da maior freguesia de Lisboa. Para além disso, os autocarros existentes não me parecem ter os percursos desenhados para circulação interna, mas sim para fazer ligação a outras zonas da cidade. Por exemplo, do local onde morei para ir ao Centro de Saúde, às Finanças ou ao supermercado teria de apanhar 2 autocarros, se não existisse o 79, podendo demorar uma hora a lá chegar!

A carreira 79 apareceu em 1997

Não tendo nenhum estudo que prove isto, penso que a imagem dos Olivais melhorou muito nos anos 90. Claro que a EXPO 98 em muito contribuiu para isso. Em 1997 vi com satisfação aparecer esta carreira, pareceu-me uma evolução positiva no bairro, algo que colmatava uma necessidade.

Parece que a carreira vai desaparecer por ter poucos clientes. Não conheço os números mas acredito que possa ser verdade. Mas mesmo poucos, não têm direito a deslocar-se? É que ainda por cima vão afectar quem menos tem! Quem não tem carro, muitos dos que ainda vai ao centro de saúde do SNS...

Parece-me que aqui a pergunta é novamente a mesma “Para quê”? Não nos vamos focar em soluções (ou seja, no 79 em si), mas antes no objectivo que queremos satisfazer. Têm ou não têm direito os habitantes dos Olivais a ter uma solução de transporte que lhes permita a deslocação dentro do bairro? Eu acho que sim!

A solução existente pode não ser eficiente, em termos económicos. Muito bem, mas então que se estude outra, talvez uma solução mais flexível. Que tal analisarem um documento do IMTT sobre transportes públicos flexíveis?
Logo ali ao lado há o exemplo do Rodinhas (Moscavide, Portela), funcionará bem? Tenho ideia que sim.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Integração do Metro e comboios em Lisboa


Encontrei este post no blog CidadaniaLx.  Concordo totalmente com a ideia.
Já por várias vezes tinha pensado nisto. Em Paris há, por exemplo, um mapa integrado do metro e do comboio. Por vezes, nem se percebe se estamos no metro ou no comboio! Lembro-me de chegar a ver setas pela rua para ajudar a fazer a ligação entre o comboio e o metro em duas estações próximas.
Descobri a vantagem da linha de cintura em Lisboa quando, já lá vão uns anitos, me queria deslocar da Alameda para os Olivais e havia grandes engarrafamentos por causa da construção do túnel da Av. da República. Chegava a poupar tempo apanhando o comboio no Areeiro até Moscavide e depois o autocarro para os Olivais.
Tanto que há para fazer quase sem gastar um tostão!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Já li o Plano Estratégico dos Transportes

É verdade, não sei bem através de que portas, mas o Plano Estratégico dos Transportes (PET) já chegou ao GEOTA.
Já o li! Agora estou a começar a escrever umas linhas para o parecer do GEOTA. Entretanto, não resisto a partilhar por aqui umas imagens.


















Se a oferta do Metro em Lisboa e da Carris é superior à procura, então a conclusão é "óbvia" - é necessário reduzir a oferta, ou seja, cortar linhas, diminuir horários, etc, etc. Todos sabemos que há excesso de oferta. todos sabemos que quando queremos apanhar o autocarro ele está sempre a passar e vazio! O metro...vai a todo o lado em Lisboa, claro está.
O PET é um conjunto de conclusões deste género. Alguém sabe o que se deve fazer às garrafinhas de PET depois de utilizadas?


terça-feira, 11 de outubro de 2011

Onde estará o Plano Estratégico dos Transportes?

Como disse, estava muito curioso com o Plano Estratégico dos Transportes. Penso que não estava só.

Estou farto de procurar na internet e não encontro plano nenhum. Só encontro notícias da comunicação social. Se alguém tem o referido plano, faça o favor de divulgar.

Assim, a informação que tenho é a que saiu na comunicação social e as palavras do Ministro da Economia na Assembleia da República (somente as que a televisão transmitiu).

Infelizmente o que ouvi pouco ou nada tinha de estratégico. Pareceu-me, tal como referi a propósito do aumento do preço dos bilhetes, que a única preocupação é a viabilidade económica das empresas, sendo referidas com muita frequência as fusões entre empresa. O Senhor Ministro (nas tais palavras que passaram na TV) dedicou-se a citar algumas regalias que supostamente os funcionários de algumas empresas teriam.

Por favor, os problemas dos transportes são outros, e muito mais graves!

A viabilidade das empresas tem de ser vista como um dos problemas a resolver, mas está longe de ser o único ou até mesmo o principal.

Resta-me aguardar que o Plano apareça e afinal tenha lá alguma coisa realmente estratégica (e para isso não é preciso ter grandes enquadramentos nem 2000 páginas!).

Lembro-me de José Mário Branco:

"Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda"


Adenda:

Há pouco vinha a ouvir António Bagão Felix na Antena 1 a dizer que se era criticado por fazer e por não fazer e que nos transportes é preciso fazer! Fiquei a pensar no assunto e quero deixar claro que não estou contra somente por estar contra, nem estou, aliás, contra nada. Estou, isso sim, a favor da mudança e inquieto por ainda não a ver. Claro que nos transportes é preciso fazer coisas, muitas coisas. Só quero é que se pense antes de fazer, e para pensar não é preciso perder muito tempo. Já agora, é bom que o Governo (seja ele qual for) deixe claro quais são os objectivos a atingir, até para que depois seja possível o necessário acompanhamento. Já agora, a hiperligação para um trabalho do GEOTA onde tive o prazer de trabalhar sobre o tema.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Estou muito curioso!

Notícia da Renascença.

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O ministro da Economia e Transportes, Álvaro Santos Pereira, deverá anunciar hoje que a nova linha ferroviária de alta prestação em bitola europeia terá entrada em Lisboa pela Ponte 25 de Abril, apurou a Renascença.

O Governo deixa cair a ideia da terceira travessia do Tejo, projectada pelo Executivo de José Sócrates para trazer a alta velocidade até à capital.

Pedro Passos Coelho já tinha dito que prefere uma boa velocidade e, ao que a Renascença apurou, o plano estratégico de transportes traduz essa opção: uma linha de alta prestação em bitola europeia e com entrada em Lisboa pela velha Ponte 25 de Abril.

O Governo prepara ainda uma reestruturação nas empresas públicas de transportes para tentar “estancar”, segundo fonte da coligação, um buraco de quase 17 mil milhões de euros.

As mudanças previstas incluem ainda a fusão da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) com a Metro do Porto, da Carris com o Metropolitano de Lisboa e da Soflusa com a Transtejo.

Os anúncios serão feitos hoje pelo ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, que vai apresentar o Plano Estratégico de Transportes.

Entrevistado pela Renascença, o professor Álvaro Domingues, especialista em mobilidade e transportes, considera que “tem de haver outra explicação” para o investimento previsto para o transporte ferroviário de mercadorias.

Álvaro Domingues começa por dizer que o porto de águas profundas de Sines tem um grande potencial “e estando bem conectado ao resto da Europa por caminho-de-ferro, pode oferecer condições muito muito interessantes para um investidor estrangeiro”.

“A decisão das mercadorias por Sines ao mesmo tempo da [ligação] Vilar Formoso a Aveiro parece ser uma redundância que deixa antever alguma novidade nessa matéria, porque não são os fluxos de mercadorias com destino e origem estritamente no mercado português que justificam esses investimentos”, sublinha o especialista.
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

DIA SEM CARROS Ou com adequados transportes colectivos?

Nota de imprensa do GEOTA a propósito do Dia Sem Carros

Façam-se as contas com transparência. O transporte individual deve ajudar a financiar o transporte colectivo!

Há vários anos que o GEOTA vem defendendo que a principal solução para os problemas de mobilidade nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto é a forte aposta nos transportes colectivos.

Este ano, por ocasião da Semana Europeia da Mobilidade, queremos focar-nos no financiamento do transporte colectivo nas áreas metropolitanas. A medida recentemente tomada pelo Governo de aumentar o preço dos títulos de transporte é uma medida avulsa e sem o necessário enquadramento. Assim, o GEOTA defende o seguinte:

· É preciso analisar a questão dos transportes à escala correcta – a escala metropolitana. Não é possível continuar a pensar no problema à escala municipal (por ex. na questão da gestão dos estacionamentos) ou à escala empresarial (Carris, CP, Transtejo, etc.). Este papel tem de ser desempenhado pela autoridade metropolitana de transportes que deve ser dotada de poderes e meios para que possa ter realmente autoridade.

· As empresas (sejam públicas ou privadas) devem ser geridas de modo eficiente. Devem ter assegurada uma rentabilidade adequada, justa para o serviço que desempenham. É possível efectuar estudos comparativos entre empresas, incluindo empresas noutros países que conduzam ao estabelecimento de metas de eficiência para as empresas. Se se pretende que o transporte colectivo ganhe quota, podem ser estabelecidos incentivos às empresas que ganhem passageiros.

· Muito provavelmente existirão linhas ou zonas economicamente rentáveis e outras em que a operação é deficitária. É necessário efectuar a contabilidade completa, de modo transparente. Pode ser necessário realizar transferências de fundos entre operadores.

· Se se concluir que no conjunto da área metropolitana os proveitos não pagam os custos, então alguém tem de pagar o défice. O GEOTA defende que o transporte individual deve contribuir para suprir este défice, internalizando-se assim os diversos impactes ambientais associados ao transporte individual.

A evolução dos transportes colectivos

Aspectos positivos

· O novo título sub23 funciona em 120 operadores e com 50% descontos para os estudantes universitários; O passe Social + permite também descontos significativos para pessoas com maiores dificuldades financeiras. Ambos são instrumentos positivos no acesso socialmente mais justo aos transportes colectivos. Os descontos nos passes sociais devido a dificuldades financeiras são, contudo, de obtenção complicada e morosa face aos títulos normais;

· O aumento progressivo das zonas de estacionamento tarifado e acesso exclusivo a moradores e transportes colectivos na cidade de Lisboa. Retirar espaço a passeios para fazer estacionamentos, contudo, está errado se não for enquadrado num plano geral de acessibilidade e mobilidade para a zona e se o espaço que sobrar for menor que o mínimo admissível (1,20 m). Mais errado, ainda, se o novo estacionamento não for tarifado de modo a amortizar os custos do investimento.

· O grande investimento que tem sido feito em vias cicláveis nas principais cidades do país e mesmo nas suas periferias é digno de mérito, pois representa um reconhecimento público da importância deste meio de transporte. Contudo, não se deve confundir a árvore com a floresta. É importante disponibilizar aos cidadãos condições físicas e materiais para um uso massivo desse meio de transporte em todas as vias urbanas, transportes colectivos, bem como locais seguros para o parqueamento de bicicletas. A disponibilização de bicicletas públicas em quantidade é mais importante que ter vias cicláveis conflituantes quer com o trânsito rodoviário quer com o trânsito e atravessamento de peões.

Aspectos negativos:

· A bilhética ainda não está em pleno funcionamento na AML. Há mais de 500 títulos diferentes, conforme os operadores e os percursos e isso em nada ajuda os utilizadores, colocando os serviços de transporte em competição erosiva do mercado de utilizadores, promovendo o desvio para o transporte individual;

· Investiu-se no modo rodoviário de médio e longo curso o que se deveria ter investido em infra-estruturas destinadas ao transporte público. Para deslocações dentro da AML é mais eficaz o uso do transporte individual sobre o transporte público para ligar localidades fora dos eixos principais de penduralidade ou dos horários de ponta, e isso é um forte indicador de mau ordenamento do território e da mobilidade;

· A informação aos utilizadores sobre as alterações de carreiras nem sempre são feitas com a necessária exposição, prejudicando o seu uso e o nível de satisfação dos utentes;

· A segurança de horário nalguns operadores e carreiras tem melhorado nos períodos normais diários mas nos períodos fora das horas de ponta espera-se e desespera-se por ligações, especialmente para as zonas suburbanas;

· A segurança física dos passageiros tem-se reduzido, é preciso reforçar a presença e a visibilidade das forças policiais e dos serviços de vigilância nas estações, apeadeiros, paragens e no interior dos transportes colectivos;

· A evolução na acessibilidade nos transportes colectivos e respectivas paragens tem sido extremamente limitada;

· A fiscalização do estacionamento abusivo em locais de paragem de transportes colectivos e passagem exclusiva de transportes colectivos, de peões ou bicicletas é incipiente e ineficaz na generalidade do território;

· O ordenamento do território continua a ser feito assumindo um preço de combustíveis de há dezenas de anos atrás: continuam-se a abrir grandes centralidades que apenas são acessíveis de transporte individual, continua a dispersão urbana que motiva o movimento diário pendular e uma ocupação excessiva de território em infra-estruturas ligadas ao modo rodoviário, tudo factores que contribuem para um desenvolvimento territorial energívoro e anti-ecológico.

PROPOSTAS

A crise financeira actual facilita o desenvolvimento das tendências negativas mas também pode dar força a oportunidades de melhoria e até de mudança de paradigma em relação à mobilidade nas áreas metropolitanas.

· Um conjunto de ideias para colocar o individual a financiar o colectivo pode já ser avançado (por via de uma fracção da tarifa ou de uma taxa sobre emissões ou uso do espaço público: portagens existentes, parquímetros, parques no interior da cidade.

· Visando internalizar custos associados ao transporte individual na gestão da coisa pública, na generalidade das auto-estradas radiais às áreas metropolitanas deverá: (i) ser reforçada ou instituída a portagem para a entrada de veículos nas cidades; (ii) nas vias e auto-estradas que têm 3 faixas de circulação em cada lado, ser reservada uma faixa para a circulação de transportes colectivos, prioritários e veículos de TI acima de 5 lugares com ocupação de 75%;

· Na generalidade das vias de cintura deverá ser desonerada a portagem, quando existe, devido ao efeito de distribuição de tráfego e descongestionamento nos centros urbanos;

· Planear os transportes colectivos visando o ponto de vista do utilizador: passe ou bilhete único (qualquer que seja o operador), bilhética, intermodalidade, economia, segurança de horário e segurança física dos passageiros, facilitação de modos suaves de transporte;

· Baixar os impostos para os equipamentos destinados a modos suaves de transporte, como as bicicletas. Não são um luxo, e para muitos cidadãos, são uma necessidade;

· O novo aeroporto de Lisboa é uma miragem cara e inútil. Temos um aeroporto da Portela que serve as necessidades de toda esta região e é uma boa aposta para os voos low-cost e para o turismo em Lisboa e arredores. Está muito longe da saturação e tem excelente operabilidade aeronáutica (é mesmo um dos melhores da Europa). Os aspectos da segurança e do ruído podem ser significativamente melhorados com investimentos relativamente modestos;

· Devem ser retomadas as obras de extensão do metropolitano de Lisboa ao aeroporto da Portela (suspensas a pretexto da crise). Ésta linha é essencial para melhorar a acessibilidade ao aeroporto e a sua interligação com a restante rede de transportes;

· As redes de metro ligeiro devem ser densificadas em Lisboa, na margem Sul do Tejo e no Porto. É um transporte amigável, com grande capacidade de captação de passageiros que antes utilizavam o automóvel individual;

· No projecto da ferrovia Poceirão-Caia, não se deve “deitar fora o bébé com a água do banho” — o projecto herdado do Governo anterior tem aspectos bons e maus, devendo ser renegociado mas não abandonado. Deve avançar-se a linha em bitola europeia Poceirão-Caia, mas mista (passageiros e carga), com electrificação e sinalização standard europeia; é uma ligação estratégica para o País e com elevada participação comunitária. Devem ser adicionadas ligações em bitola europeia (i) até ao terminal de passageiros do Pinhal Novo, permitindo a ligação Lisboa-Madrid por comboios de bitola variável e (ii) até ao porto de Sines para permitir a sua ligação à rede europeia. Por outro lado, deve evidentemente ser cancelada a linha de bitola ibérica Poceirão-Caia, que não faz qualquer espécie de sentido;

· A rede ferroviária convencional deve ser repensada, na lógica do primado ao transporte público eficiente e do serviço público, em especial em regiões mal servidas de acessibilidades. Entre outros casos, refira-se o imperativo de salvar a linha do Tua (condenada a desaparecer pela má gestão e pela inútil barragem de Foz Tua);

· Todos os projectos de auto-estradas cuja construção ainda não se iniciou devem ser cancelados, pendendo uma revisão profunda. Todos os projectos de auto-estradas em obra (novas ou ampliações) devem ser suspensos, urgentemente reavaliados, e ser concluídos apenas se uma análise rigorosa custo-benefício demonstrar a sua absoluta necessidade. Apenas devem prosseguir regularmente obras de manutenção e reparação.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O GEOTA comemora 30 anos de actividade

Reparem no logo festivo, aqui ao lado.

Governo vai repensar os transportes nas áreas metropolitanas

Parece que o Governo vai repensar os transportes nas áreas metropolitanas de Lisboa. Parecem-me boas notícias! Na notícia de jornal que a seguir transcrevo há frases de que gosto:

"Sérgio Monteiro disse que o Governo "quer criar condições para que a AMT possa ser ela a entidade que faz o desenho de oferta de rede para que nos diversos operadores não haja concorrência, mas que haja complementaridade na oferta"."

Vale a pena ler a notícia completa:

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Governo vai nomear grupo de trabalho para redefinir rede de transportes das áreas metropolitanas

16 | 09 | 2011 20.47H

O Governo vai nomear um grupo de trabalho para redefinir a rede de transportes públicos de Lisboa e do Porto e, posteriormente, atribuir um papel fiscalizador às Autoridades Metropolitanas, disse hoje o secretário de Estado dos Transportes.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

Numa conferência sobre gestão de transportes coletivos nas áreas metropolitanas, que decorreu esta tarde em Lisboa, o secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Telecomunicações, Sérgio Monteiro, disse que o Governo pretende "permitir à Autoridade Metropolitana de Transportes [de Lisboa] - AMT - ter poder suficiente para garantir que a política de transportes está focada nos seus utentes".

Questionado pela agência Lusa sobre como pretende o Governo dotar esta entidade de mais poderes, Sérgio Monteiro disse que o Governo "quer criar condições para que a AMT possa ser ela a entidade que faz o desenho de oferta de rede para que nos diversos operadores não haja concorrência, mas que haja complementaridade na oferta".

O secretário de Estado condenou situações "como as que existem agora [em Lisboa], como uma carreira da Carris e uma linha de Metro começarem e acabarem no mesmo ponto e de começarem e acabarem à mesma hora".

Para Sérgio Monteiro, "isto significa desperdício de dinheiro dos contribuintes" e é "preciso evitar este tipo de redundâncias".

Para evitar estas situações, o Governo vai "nomear um grupo de trabalho", publicando o despacho de nomeação no Diário da República "muito em breve".

Este grupo de trabalho "ficará responsável por apresentar uma proposta ao Governo a breve trecho para fazer a racionalização da rede do serviço público de transportes".

Será a partir das conclusões desse trabalho, que o secretário de Estado espera estar terminado "em meados de outubro", que tanto a AMT de Lisboa como a do Porto, acrescentou à Lusa fonte do Gabinete daquele governante, "se encarregarão de fazer a gestão eficiente da nova rede e terão a responsabilidade de fiscalização do cumprimento dos operadores".

Sérgio Monteiro disse ainda à Lusa que "depois de o grupo de trabalho fazer esta reflexão, o objetivo é que a AMT tenha efetivos poderes de fiscalização e de gestão eficiente da rede, do tarifário, de pontos chegada e partida e de horários".

Durante a mesma conferência, os presidentes da Junta Metropolitana de Transportes e da Autoridade Metropolitana de Transportes de Lisboa, Carlos Carvalho e João Serrano, respetivamente, apelaram à atribuição de mais poderes para as entidades que representam no que foram apoiados pelo secretário de Estado dos Transportes.

"A vontade política é o único fator que até agora faltou [para concretizar mais poderes às AMT]. Haviam palavras que eram ditas, mas que depois não tinham efeito nenhum", considerou.

O secretário de Estado disse que as autoridades participarão "obviamente" no grupo de trabalho.

A sua nomeação será conhecida “brevemente”, adiantou

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Já vos deixei o Descendente, agora deixo outro comboio


sábado, 3 de setembro de 2011

TGV low cost

O Sol explica-nos que o low cost pode ser conseguido entrando pela Ponte 25 de Abril e deixando de lado a linha de mercadorias.

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As pressões intensas do Governo de Espanha para a construção da linha de alta velocidade Lisboa-Madrid levaram o Executivo de Passos Coelho a estudar a hipótese de construir um TGV menos dispendioso do que os 1,7 mil milhões previstos para aquela linha.
Nesse sentido, o secretário de Estado das Obras Públicas, Sérgio Monteiro, já iniciou contactos informais com a empresa Soares da Costa, que lidera o consórcio a quem foi adjudicada a construção da linha, para renegociar o contrato.

O objectivo do Governo passa por retirar parte das obras do contrato adjudicado – documento que, aliás, ainda aguarda o visto prévio do Tribunal de Contas para ser válido.

Eliminar a construção da linha de mercadorias entre Évora e o Caia ou não construir a estação de Évora são alguns dos exemplos de cortes que poderiam ajudar a reduzir significativamente o custo da linha.

Outra questão que está a ser analisada é, ainda, a entrada do TGV em Lisboa ser feita pela ponte de 25 de Abril.
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E que tal?
"Vinha tudo à gargalhada.
Uns por verem rir os outros
E outros sem ser por nada"

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Passe social +


Será que o passe social tem alguma relação com este blog, sobre a TTT, em especial a sua componente rodoviária? Eu penso que sim, na verdade estamos a falar da mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa.

Parece que aí estão novidades sobre o desconto nos transportes públicos para quem precisa, para compensar os aumentos sofridos para quem pode pagar menos. Em teoria, parece tudo certo....em teoria.





Fonte da imagem

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Até agora qualquer pessoa poderia comprar o passe social. A partir de 1 de Setembro, as regras serão diferentes com o passe social +.

"O Passe Social+ estará disponível para todos os agregados familiares cujo rendimento médio mensal equivalente por sujeito passivo não ultrapasse o valor correspondente a 1,3 vezes o Indexante de Apoios Sociais (IAS)", avança o ministério da Economia em comunicado enviado às redacções.

O IAS está hoje em 419,22 euros, por isso, as famílias com rendimentos médios de até 545 euros mensais brutos por pessoa têm direito a esta bonificação.

Recorde-se que quando o actual Governo anunciou a subida dos preços dos transportes de passageiros em cerca de 15%, a partir de 1 de Agosto passado, prometeu que a 1 de Setembro iriam entrar em vigor as tarifas sociais, para os cidadãos economicamente mais desfavorecidos.

A partir da entrada em vigor desta medida, os portugueses com menos rendimentos poderão requerer a sua adesão a este título, válido por um período de 12 meses e renovável anualmente.

Segundo o ministério da Economia, numa primeira fase, a comprovação de elegibilidade, a efectuar apenas no momento da adesão ou renovação, será realizada através da declaração de rendimentos, em moldes semelhantes aos que são já utilizados há quase três décadas para os Passes Reformados/Pensionistas.

Numa segunda fase, a implementar até ao fim do ano, bastará obter um comprovativo no sítio de internet da DGCI, que permitirá, de forma mais simplificada, a adesão ao Passe Social.

A adesão ao título de transporte "estará disponível apenas em bilheteiras específicas para o efeito, a divulgar pelos respectivos operadores de transporte público de passageiros", acrescenta o documento."

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Rir faz bem

O Inimigo Público fez-me rir:

"Ministro da economia propõe troca de TGV pelo comboio da Caparica

Por Mário Botequilha

O Álvaro foi hoje a Madrid dizer que não tem dinheiro para o TGV e sugerir a troca da linha de alta velocidade por um equipamento quase equivalente, o comboio de praia da Costa da Caparica, o eléctrico da Praia das Maçãs ou o comboio-bala algarvio da Praia do Barril.

O Álvaro defende a aposta no transporte ferroviário de mercadorias, para facilitar as idas de José Mourinho para Madrid, mas o ministro espanhol deverá insistir no projecto de alta velocidade, para devolver Pepe a Portugal. A cimeira foi aproveitada para, finalmente, Portugal explicar a Espanha o que é, onde fica, e no que consiste o Poceirão."

A música tem pouca relação, mas foi o que me passou pela cabeça.