Tenho a sensação que a maioria das pessoas pensa que faz pouco sentido fazer uma ponte ferroviária e não aproveitar para incluir um tabuleiro rodoviário. Até me parece que estou a ouvir alguém dizer – lá estão os portugueses a ter vistas curtas, em vez de pensarem no futuro e incluir um tabuleiro rodoviário.
Tenho também a sensação que algo de semelhante se passou com a Barragem de Alqueva…que sentido fazia ter a barragem feita e só encher até à cota 139? Quando chovesse, como aconteceu este ano, estaríamos a perder água! Para este caso já começamos a ter respostas…a albufeira está cheia e que uso está a ter toda aquela água?
Para a terceira travessia, para além da pergunta “para quê o tabuleiro rodoviário”, é muito importante perguntar “e por quanto? quanto custa? o que se podia fazer com esse dinheiro para melhorar a mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa”
O GEOTA fez umas contas e concluiu que com o sobrecusto do tabuleiro rodoviário seria possível, por ex:
- Ampliar a rede do Metropolitano de Lisboa até 10 km (um aumento de 25% relativamente à rede hoje em exploração!);
- Ou ampliar a rede do Metro Sul do Tejo até 25 km (um aumento de 200%).
Será que uma combinação destas duas soluções, ou de outras que promovam o transporte colectivo, não seria uma maneira muito mais adequada para melhorar a mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa e a qualidade de vida dos seus habitantes? O exemplo da Ponte Vasco da Gama não ajuda a tirar conclusões?
A resposta é para mim tão óbvia que tenho dificuldades em compreender como é que há quem não a veja.
Consulte a nota de imprensa do GEOTA aqui.
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sábado, 10 de abril de 2010
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