sábado, 21 de janeiro de 2012

Transportes públicos aumentam 5% (em média)


"Os preços dos transportes públicos vão subir em média uns cinco por cento. A indicação foi deixada pelo secretário de Estado dos Transportes, que adiantou ainda que o "Navegante", novo passe único criado pelo Governo para Lisboa, terá um custo de 35 euros. É um título que serve para andar no metro, autocarro e comboio, substituindo o atual passe."

Notícia completa no site da RTP.

A notícia de um passe em Lisboa mais intermodal é boa!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Mais um ano se passou


Em 2011 a 3ª travessia do Tejo em Lisboa parece ter ficado adiada sem prazo e, consequentemente, o seu tabuleiro rodoviário. Diria que a crise foi uma grande ajuda para evitar o disparate do tabuleiro rodoviário.
E agora? Agora parece-me que devemos continuar atentos. Eu por mim vou continuar.
E o blog? A oposição que tenho ao tabuleiro rodoviário prendia-se essencialmente com questões de mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa (AML). Tratava-se de uma aposta no “tabuleiro” errado, ou seja, há outros modos mais eficientes para melhorar a mobilidade na AML. Logo, o tema da mobilidade sempre aqui esteve presente e, naturalmente, os transportes colectivos. Ora num momento em que tanto se mexe nesse sector, parece-me fazer sentido que este blog acompanhe.
Por isso, não se fecha para balanço…quanto muito, abre-se!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Contributo do GEOTA para o Plano Estratégico dos Transportes

"Conclusão:
O PET tem algumas ideias com as quais concordamos. No entanto, trata-se de um documento com falta de visão integrada e aprofundada, tendo um carácter pouco estratégico.
O GEOTA manifesta-se contra medidas de racionamento dos transportes públicos colectivos, sendo antes a favor de medidas que melhorem a eficiência dos transportes. No entanto, a pouco profundidade do plano não permite justificar medidas como as que têm vindo a ser anunciadas pela comunicação social."
Contributo completo na página do GEOTA.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A carreira 79, nos Olivais

No âmbito da muito badalada reestruturação da rede da Carris, fiquei a saber que a carreira 79 vai ser suprimida. Já há até manifestações contra.


A carreira 79 faz a circulação interna no bairro dos Olivais, passando pelos Olivais Sul, Norte e Encarnação. Passa pelo centro comercial, pelo centro de saúde, pelo cemitério, finanças,  algumas escolas e igrejas.

Vivi e cresci nos Olivais, bairro que, apesar de já lá não viver, continuo a considerar também o meu bairro. Penso que é um dos melhores bairros de Lisboa. No entanto, um dos seus defeitos são os diversos serviços estarem afastados, faltando também  comércio de rua (em especial no Olivais Sul, pensados na lógica do Centro Cívico só concretizado como centro comercial no meio dos anos 90).



Em termos de transportes, o bairro é servido por diversos autocarros que passam em 5 ou 6 sítios (Quinta das Teresinhas, Bombeiros da Encarnação, Cabo Ruivo, Estação do Oriente, etc.) , metropolitano (numa das pontas do bairro) e comboio (na Estação do Oriente). Parece muito, mas não é assim tanto se pensarmos que se trata da maior freguesia de Lisboa. Para além disso, os autocarros existentes não me parecem ter os percursos desenhados para circulação interna, mas sim para fazer ligação a outras zonas da cidade. Por exemplo, do local onde morei para ir ao Centro de Saúde, às Finanças ou ao supermercado teria de apanhar 2 autocarros, se não existisse o 79, podendo demorar uma hora a lá chegar!

A carreira 79 apareceu em 1997

Não tendo nenhum estudo que prove isto, penso que a imagem dos Olivais melhorou muito nos anos 90. Claro que a EXPO 98 em muito contribuiu para isso. Em 1997 vi com satisfação aparecer esta carreira, pareceu-me uma evolução positiva no bairro, algo que colmatava uma necessidade.

Parece que a carreira vai desaparecer por ter poucos clientes. Não conheço os números mas acredito que possa ser verdade. Mas mesmo poucos, não têm direito a deslocar-se? É que ainda por cima vão afectar quem menos tem! Quem não tem carro, muitos dos que ainda vai ao centro de saúde do SNS...

Parece-me que aqui a pergunta é novamente a mesma “Para quê”? Não nos vamos focar em soluções (ou seja, no 79 em si), mas antes no objectivo que queremos satisfazer. Têm ou não têm direito os habitantes dos Olivais a ter uma solução de transporte que lhes permita a deslocação dentro do bairro? Eu acho que sim!

A solução existente pode não ser eficiente, em termos económicos. Muito bem, mas então que se estude outra, talvez uma solução mais flexível. Que tal analisarem um documento do IMTT sobre transportes públicos flexíveis?
Logo ali ao lado há o exemplo do Rodinhas (Moscavide, Portela), funcionará bem? Tenho ideia que sim.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Integração do Metro e comboios em Lisboa


Encontrei este post no blog CidadaniaLx.  Concordo totalmente com a ideia.
Já por várias vezes tinha pensado nisto. Em Paris há, por exemplo, um mapa integrado do metro e do comboio. Por vezes, nem se percebe se estamos no metro ou no comboio! Lembro-me de chegar a ver setas pela rua para ajudar a fazer a ligação entre o comboio e o metro em duas estações próximas.
Descobri a vantagem da linha de cintura em Lisboa quando, já lá vão uns anitos, me queria deslocar da Alameda para os Olivais e havia grandes engarrafamentos por causa da construção do túnel da Av. da República. Chegava a poupar tempo apanhando o comboio no Areeiro até Moscavide e depois o autocarro para os Olivais.
Tanto que há para fazer quase sem gastar um tostão!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Já li o Plano Estratégico dos Transportes

É verdade, não sei bem através de que portas, mas o Plano Estratégico dos Transportes (PET) já chegou ao GEOTA.
Já o li! Agora estou a começar a escrever umas linhas para o parecer do GEOTA. Entretanto, não resisto a partilhar por aqui umas imagens.


















Se a oferta do Metro em Lisboa e da Carris é superior à procura, então a conclusão é "óbvia" - é necessário reduzir a oferta, ou seja, cortar linhas, diminuir horários, etc, etc. Todos sabemos que há excesso de oferta. todos sabemos que quando queremos apanhar o autocarro ele está sempre a passar e vazio! O metro...vai a todo o lado em Lisboa, claro está.
O PET é um conjunto de conclusões deste género. Alguém sabe o que se deve fazer às garrafinhas de PET depois de utilizadas?


terça-feira, 11 de outubro de 2011

Onde estará o Plano Estratégico dos Transportes?

Como disse, estava muito curioso com o Plano Estratégico dos Transportes. Penso que não estava só.

Estou farto de procurar na internet e não encontro plano nenhum. Só encontro notícias da comunicação social. Se alguém tem o referido plano, faça o favor de divulgar.

Assim, a informação que tenho é a que saiu na comunicação social e as palavras do Ministro da Economia na Assembleia da República (somente as que a televisão transmitiu).

Infelizmente o que ouvi pouco ou nada tinha de estratégico. Pareceu-me, tal como referi a propósito do aumento do preço dos bilhetes, que a única preocupação é a viabilidade económica das empresas, sendo referidas com muita frequência as fusões entre empresa. O Senhor Ministro (nas tais palavras que passaram na TV) dedicou-se a citar algumas regalias que supostamente os funcionários de algumas empresas teriam.

Por favor, os problemas dos transportes são outros, e muito mais graves!

A viabilidade das empresas tem de ser vista como um dos problemas a resolver, mas está longe de ser o único ou até mesmo o principal.

Resta-me aguardar que o Plano apareça e afinal tenha lá alguma coisa realmente estratégica (e para isso não é preciso ter grandes enquadramentos nem 2000 páginas!).

Lembro-me de José Mário Branco:

"Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda"


Adenda:

Há pouco vinha a ouvir António Bagão Felix na Antena 1 a dizer que se era criticado por fazer e por não fazer e que nos transportes é preciso fazer! Fiquei a pensar no assunto e quero deixar claro que não estou contra somente por estar contra, nem estou, aliás, contra nada. Estou, isso sim, a favor da mudança e inquieto por ainda não a ver. Claro que nos transportes é preciso fazer coisas, muitas coisas. Só quero é que se pense antes de fazer, e para pensar não é preciso perder muito tempo. Já agora, é bom que o Governo (seja ele qual for) deixe claro quais são os objectivos a atingir, até para que depois seja possível o necessário acompanhamento. Já agora, a hiperligação para um trabalho do GEOTA onde tive o prazer de trabalhar sobre o tema.